sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ácido abcísico (ABA)

O ácido abcísico (ABA) é uma fito-hormona cujos efeitos biológicos incluem a iniciação e manutenção do estado de dormência em sementes e gomos, a indução do fecho dos estomas.
Em 1963, três grupos de investigadores trabalhando independentemente, na Grã-Bretanha, Estados Unidos da América e Nova Zelândia, descobriram uma hormona inibidora do crescimento. Nos vários estudos realizados foram isoladas duas substâncias, a dormina, que induzia a dormência em gomos de plantas, e a abcisina, que promovia a abcisão de frutos. Em 1965, a dormina e a abcisina foram identificadas como o mesmo composto, o qual foi oficialmente designado ácido abcísico (ABA).
O ácido abcísico (ABA) é sintetizado a partir de um intermediário de carotenóides em células que possuem amiloplastos ou cloroplastos. Encontra-se em muitas partes das plantas, mas é particularmente comum nos frutos carnudos, onde evita a germinação das sementes. O seu transporte nas plantas ocorre através do xilema e do floema.
Durante o desenvolvimento das sementes, o ácido abcísico actua promovendo a acumulação de proteínas de reserva e a resistência das sementes à desidratação.
A dormência das sementes é regulada pela concentração relativa de ácido abcísico e de giberelinas. O ácido abcísico actua de forma a inibir a produção de α-amilase, a qual é induzida pelas giberelinas, promovendo o estado de dormência nas sementes. A quebra deste estado ocorre quando se verifica um decréscimo na concentração de ácido abcísico em relação à de giberelinas.
A inibição provocada pelo ABA pode ser reversível pela aplicação de giberelinas.
O ácido abcísico induz o estado de dormência em gomos ou botões. Quando aplicado em botões (florais ou foliares) activos das plantas, a folha primordial origina escamas envolventes e o botão entra em dormência como se fosse Inverno.
Em situações de carência hídrica, o movimento de fecho dos estomas é promovido pelo ácido abcísico, que aumenta de concentração nas folhas, contribuindo para a diminuição da perda de água por transpiração. Esta fito-hormona interfere com o transporte ou retenção dos iões potássio nas células-guarda, provocando o fecho dos estomas.
Outro efeito biológico do ácido abcísico durante períodos de secura é a inibição do crescimento do caule e a promoção do crescimento da raiz.
Quando as condições se tornam favoráveis e a água se torna suficiente para as necessidades das folhas, o ácido abcísico é metabolicamente decomposto e os estomas reabrem.
O ácido abcísico é inibidor do crescimento da célula. Inicialmente acreditava-se que o ácido abcísico provocava a formação da camada de abcisão nas folhas e frutos. Embora esta crença se mantivesse durante uns anos, verificou-se que é o etileno que desempenha um papel importante no processo de abcisão.
A forma como o ácido abcísico promove a senescência foliar é independente do modo como o etileno actua.
Osmorregulação

Processo homeostático de manutenção do equilíbrio de água e sais no interior de um ser vivo, a osmorregulação inclui um conjunto de mecanismos que mantêm a pressão osmótica do meio interno dentro de valores compatíveis com a vida.
Tendo em conta o tipo de adaptações desenvolvidas no âmbito da osmorregulação, os seres vivos podem ser considerados osmoconformantes (poiquilosmóticos) ou osmorreguladores
Os osmoconformantes não são capazes de controlar a sua pressão osmótica interna, que varia com a pressão osmótica do meio externo. Estes organismos apresentam células que toleram uma pressão osmótica elevada.
Os osmorreguladores têm a capacidade de controlar a sua pressão osmótica interna, que se mantém constante, independentemente das variações da pressão osmótica do meio exterior. A existência de mecanismos que permitam manter a pressão interna constante - mecanismos de osmorregulação - é importantíssima nos organismos osmorreguladores, uma vez que estes não toleram grandes variações osmóticas.
Nos animais, os mecanismos de osmorregulação envolvem, entre outros órgãos, o sistema excretor, que permite a eliminação de substâncias tóxicas e o controlo do volume de água e sais minerais.
Os mecanismos osmorreguladores são diferentes consoante o habitat em que o animal se encontra - meio aquático, de água doce ou marinho, ou meio terrestre.
- Nos ambientes de água doce, em que o meio interno dos organismos é hipertónico em relação à água, a osmorregulação deve opor-se à tendência da água passar, por osmose, para o interior do ser vivo e à perda de sais por difusão. Existem vários processos que permitem eliminar o excesso de água nestes ambientes, como os vacúolos contrácteis dos protozoários e os rins com glomérulos muito desenvolvidos dos peixes de água doce. Nos peixes de água doce, por exemplo, os mecanismos de osmorregulação passam pela não ingestão de água, pela produção de grandes quantidades de urina diluída e pelo transporte activo de sais para o meio interno, através das brânquias.
- Nos ambientes marinhos o problema é oposto ao das águas doces. O meio interno dos seres vivos é hipotónico em relação à água, pelo que a osmorregulação deve prevenir a excessiva perda de água por osmose e facilitar a secreção de sais. Órgãos envolvidos na excreção de sal, como rins com poucos glomérulos, brânquias, glândulas do sal e tracópodes, permitem minimizar a perda de água em ambientes com grande salinidade. Os peixes de água salgada, por exemplo, que ingerem grandes quantidades de água salgada, excretam, por transporte activo, o excesso de sal através das brânquias. A urina produzida por estes organismos é muito concentrada. Nas aves marinhas, que também ingerem água salgada, os mecanismos de osmorregulação incluem a excreção de sal, por transporte activo, através de glândulas nasais (glândulas do sal).
- Nos ambientes terrestres, os organismos perdem água por evaporação, através das superfícies respiratórias e da pele e através da excreção de urina e de fezes. A osmorregulação nestes animais inclui mecanismos como a ingestão de grandes quantidades de água e a produção de urina hipertónica. Nos animais terrestres encontram-se vários tipos de sistemas excretores. A minhoca, por exemplo, possui nefrídios, que produzem urina diluída, compensando a entrada excessiva de água por osmose através da sua pele. Os insectos e outros artrópodes terrestres apresentam túbulos de Malpighi associados a glândulas rectais, que produzem urina hipertónica, contrariando a tendência para perder água associada aos ambientes secos em que estes organismos vivem. Os vertebrados, por sua vez, têm como órgãos excretores os rins.
(homeosmóticos).
Sistema nervoso simpático

O sistema nervoso simpático é um dos componentes do sistema nervoso autónomo, o qual é responsável pelo controlo involuntário de vários órgãos internos.
O sistema nervoso simpático actua de modo oposto ao parassimpático, preparando o organismo para reagir em situações de medo, stress e excitação, adequando o funcionamento de diversos sistemas internos para um elevado estado de prontidão.
O sistema nervoso é, juntamente com o sistema endócrino, o agente regulador de toda a actividade do organismo. No entanto, não actua através de mensageiros químicos libertados para o sangue como o sistema de glândulas endócrinas, que se baseia na secreção de hormonas. O seu mecanismo de actuação é muito mais rápido, em virtude de ser baseado na transmissão de impulsos eléctricos (impulsos nervosos), através de células especializadas no processo de condução nervosa - os neurónios.
O sistema nervoso divide-se em dois grandes grupos genéricos, o sistema nervoso central e o sistema nervoso periférico. Neste último sistema, estão situados os nervos que saem do sistema nervoso central em direcção a diversas zonas do organismo, afim de conduzir aos órgãos efectores as respostas definidas por este, bem como de recolher informação, e o sistema nervoso autónomo, o qual controla a actividade involuntária e inconsciente da maior parte dos órgãos e glândulas do organismo, assegurando o seu funcionamento automático, independentemente da vontade do sujeito.
Por sua vez, o sistema nervoso autónomo pode ser dividido em dois subsistemas, que desencadeiam acções antagónicas, regulando assim de um modo totalmente efectivo as funções orgânicas, consoante seja necessário o seu estímulo ou depressão: o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático.
O sistema nervoso simpático é, basicamente, um sistema de excitação, que ajusta o organismo para suportar situações de perigo, esforço intenso, stress físico e psíquico. Ele actua ao nível dos diferentes aparelhos do organismo, desencadeando alterações diversas. São exemplos da sua acção a dilatação pupilar, o aumento do diâmetro da traqueia e dos brônquios (aumentando a capacidade de débito respiratório), taquicardia (aumento da frequência cardíaca, que acelera a circulação do sangue e o consequente aporte de nutrientes às células, incrementando a produção de energia), estimulação da produção de adrenalina e noradrenalina nas glândulas supra-renais, intensificação da libertação da glicose armazenada no fígado, diminuição dos movimentos peristálticos intestinais, vasoconstrição da pele e eriçamento dos pêlos e cabelos.
Sistema nervoso parassimpático

O sistema nervoso parassimpático forma, juntamente com o sistema nervoso simpático, o sistema nervoso autónomo.
O sistema nervoso autónomo é o responsável pela manutenção do equilíbrio fisiológico e homeostasia do meio interno, já que é a ele que compete a regulação da actividade - involuntária e inconsciente - da maior parte das glândulas e órgãos que compõem o corpo humano. Este sistema é regulado pelo centro nervoso denominado de hipotálamo, situado na zona da base do cérebro, sendo que a informação proveniente deste posto de controlo é conduzida através do tronco cerebral até à medula espinal, situada no interior da coluna vertebral. Desta saem vários nervos, que se dirigem a uma enorme diversidade de órgãos e tecidos, conduzindo informações que regulam a sua actividade.
O sistema nervoso parassimpático e simpático actuam de um modo não simultâneo e, de certo modo, oposto, já que o tipo de funções que é estimulado ou activado por um deles é, concomitantemente, inibido pelo outro, assegurando assim um total controlo do funcionamento dessa estrutura biológica. O sistema nervoso parassimpático actua assim em oposição ao sistema nervoso simpático, o qual é activado em situações de excitação, stress, perigo ou em que é necessário um rápido e grande dispêndio energético.
Praticamente todos os órgãos internos se apresentam inervados por fibras nervosas constituintes do sistema nervoso parassimpático, sendo extremamente diversificados os efeitos desencadeados pela sua entrada em acção. Como exemplos da sua actividade, pode-se mencionar o aumento da produção de lágrimas nas glândulas lacrimais, contracção da pupila, produção de saliva clara e abundante (aumento da concentração de enzimas digestivas na boca e da capacidade de deglutição), constrição dos brônquios e traqueia (diminuição da velocidade das trocas gasosas), bradicardia (abrandamento do ritmo cardíaco), armazenamento de glicogénio no fígado (aumento das reservas energéticas), secreção pancreática de insulina (diminuição da concentração de glicose circulante), aceleração dos processos digestivos e dos movimentos peristálticos (maior absorção de nutrientes), relaxamentos dos esfincteres da bexiga e a estimulação dos órgãos sexuais.
Sistema nervoso autónomo

O sistema nervoso autónomo é responsável pela percepção das condições do ambiente interno, sendo capaz de alterar convenientemente estas condições de maneira que a sua composição se mantenha constante. As acções do sistema nervoso autónomo são quase completamente involuntárias. A sua acção exerce-se principalmente na regulação da actividade das vísceras do organismo. O sistema nervoso autónomo é anatomicamente formado por aglomerados de células nervosas localizadas no sistema nervoso central, por fibras nervosas ligadas ao sistema nervoso central através dos nervos cranianos ou raquidianos, e por gânglios situados ao longo dessas fibras.

Sistema nervoso

O sistema nervoso é o conjunto de nervos, gânglios e centros nervosos que asseguram o comando e a coordenação das funções vitais além da recepção das mensagens sensoriais. É constituído pelo sistema nervoso central, que inclui o encéfalo e a espinal medula, e pelo sistema nervoso periférico, que inclui o sistema somático e o sistema autónomo. O sistema nervoso somático é composto pelos nervos sensoriais, que mantêm o corpo em contacto com o mundo exterior, e pelos nervos que comandam as reacções do corpo a esse mundo exterior. O sistema nervoso autónomo controla o funcionamento interno do organismo - a respiração, o ritmo cardíaco e outras actividades fisiológicas -, além de determinadas reacções físicas relacionadas com emoções.
No sistema nervoso central, a espinal medula é a parte do eixo cerebroespinal com aspecto de cordão branco, subcilíndrico, que apresenta dois sulcos profundos, um anterior e um posterior, e alguns sulcos laterais. Encontra-se alojada no canal raquidiano da coluna vertebral. O encéfalo é composto por cérebro, cerebelo e tronco cerebral (ou bolbo raquidiano). A inteligência, a capacidade de aprender e de julgar, residem nas duas metades - hemisférios - que constituem o cérebro. Este ocupa inteiramente a parte superior do crânio. O cerebelo tem 1/8 do volume do cérebro e as suas funções principais são a manutenção do equilíbrio e a coordenação da actividade muscular. O tronco cerebral inclui o tálamo e o hipotálamo, que regulam as sensações de fome sede, sono e comportamento sexual; o mesencéfalo e a ponte, que transferem impulsos de um local para outro do encéfalo; e a medula, que comanda a respiração, a pressão sanguínea, os batimentos do coração, entre outras actividades vitais. Para um bom funcionamento, o encéfalo requer um ambiente controlado e imutável. Se as quantidades de substâncias químicas de que necessita não forem constantes, ou se for exposto a substâncias estranhas, o encéfalo começa a funcionar anormalmente, com consequências imprevisíveis. Como a corrente sanguínea transporta um certo número de substâncias potencialmente nocivas ao encéfalo, o contacto com estas de certeza provocaria estragos. No entanto, este órgão é diferente de todos os outros, pois está dotado de um sistema de protecção especial, denominado barreira hemato-encefálica. Esta protecção impede as substâncias químicas, formadas por grandes moléculas, de passarem do sangue para o encéfalo. Tal deve-se ao facto de os vasos sanguíneos de menor diâmetro, que no resto do corpo são porosos, não o serem no encéfalo, pois as células destes estão fortemente ligadas entre si. No entanto, as substâncias formadas por moléculas de pequenas dimensões, como o oxigénio, o álcool etílico, a maioria dos anestésicos, transpõem facilmente a barreira. É deste modo que o encéfalo recebe oxigénio e é também esta a razão pela qual uma pessoa se embriaga ou é anestesiada.
Cerca de 10% das células do sistema nervoso são neurónios, os quais, por acção de estímulos, dão origem a impulsos eléctricos transmitidos, de neurónio em neurónio, através das sinapses.
Quando uma parte do encéfalo envia uma mensagem, utiliza dois tipos de energia - a eléctrica e a química. A electricidade transporta a mensagem dentro das células nervosas. Estas passam a mensagem de uma célula para outra, não por contacto, já que entre as células existe um intervalo ou sinapse, mas através de uma substância química designada neurotransmissor, que surge na extremidade da célula assim que a mensagem se aproxima da sinapse. A energia eléctrica, que até aí fizera mover a mensagem, é cortada e esta é transportada pelo neurotransmissor através do canal, até à próxima célula do percurso. Aí, a electricidade surge de novo, repetindo-se o processo, até a mensagem atingir o destino. Uma mensagem, ou melhor, um impulso nervoso, leva de um a três milésimos de segundo a fazer a travessia química. Este transporte é mais lento que a transmissão eléctrica, mas é acelerado se tomarmos uma chávena de café, uma vez que a cafeína activa o processo. Há cerca de 30 neurotransmissores diferentes, produzidos por diferentes partes do encéfalo.
As células nervosas que possuímos já estão presentes no nosso corpo quando nascemos, pelo que, se uma morre não é substituída. No entanto, as células nervosas estão em número tão elevado que cada pessoa possui o suficiente para uma vida inteira. Embora o corpo da célula não possa ser substituído, algumas ramificações podem regenerar-se.
Existem curto-circuitos, na espinal medula, que processam sinais sem esperar instruções do cérebro. O movimento súbito e brusco da perna aquando da martelada no joelho é um desses reflexos. A percussão no tendão do joelho origina um sinal que é enviado ao cérebro. Este, quando chega à espinal medula, é interceptado. É então enviado um sinal, ao músculo da perna, sinal esse que origina a contracção do músculo e consequente movimento da perna. Este é um teste que se realiza para testar a ligação correcta à medula. A este curto-circuito dá-se o nome de arco-reflexo.
Cada metade do cérebro é especialmente dotada para determinadas funções. O hemisfério direito comanda o lado esquerdo do corpo e vice-versa. Além disso, o hemisfério esquerdo é especializado na linguagem, matemática e pensamento, enquanto o hemisfério direito é especializado na percepção do espaço, na apreciação da música, das artes, no pensamento intuitivo e na criatividade. De um modo geral, cada hemisfério tem um estilo próprio - o esquerdo tende a ser racional, lógico e analítico e o direito tende a ser emocional, intuitivo e generalizado.
Sinapse

A sinapse é a região de contacto muito próximo que medeia a transferência de informação entre a extremidade de um neurónio e a superfície de outra célula, que tanto pode ser outro neurónio como uma célula efectora (muscular, sensorial ou glandular).
As sinapses entre neurónios e células musculares são especificamente denominadas junções neuromusculares e as sinapses entre um neurónio e uma célula glandular denominam-se junções neuroglandulares.
Muitas sinapses ocorrem entre as terminações axiais de um neurónio e as dendrites do corpo celular de outro neurónio e denominam-se sinapses axodendríticas. Podem também ocorrer entre dendrites de corpos celulares e denominam-se sinapses axossomáticas. Menos comuns e menos estudadas são as sinapses formadas entre dois axónios (axoaxónicas), entre duas dendrites (dendrodendítricas) ou entre dendrites e corpos celulares (dendrossomáticas).
A região sináptica inclui uma membrana pré-sináptica, uma fenda sináptica e uma membrana pós-sináptica. O neurónio que conduz impulsos em direcção à sinapse denomina-se neurónio pré-sináptico. Os neurónios pré-sinápticos são transmissores de informação. O neurónio a que é transmitido o impulso, através da sinapse, é denominado neurónio pós-sináptico. Os neurónios pós-sinápticos são receptores de informação.
A maior parte dos neurónios, pré-sinápticos e pós-sinápticos, recebem impulsos de uns neurónios e transmitem-nos a outros. Um neurónio pode ter entre 1000 a 10 000 terminações que estabelecem sinapses e é estimulado por igual número de outros neurónios.
São conhecidos dois tipos principais de sinapses, as sinapses químicas e as sinapses eléctricas.
Nas sinapses químicas, quando o impulso nervoso chega à membrana pré-sináptica ocorre a libertação de neurotransmissores para a fenda sináptica, que se vão ligar a receptores presentes na membrana pós-sináptica, permitindo a propagação do impulso nervoso.
Nas sinapses eléctricas, não há intervenção de neurotransmissores. O impulso nervoso propaga-se directamente do neurónio pré-sináptico para o neurónio pós-sináptico.